
Orçamento Participativo é um conceito importado do Brasil, que é aplicado numa minoria irrisória de municipios e freguesias deste nosso Portugal.
Confesso que quando via a noticia no jornal não consegui decidir se era uma iniciativa representativa do bom estado da política ou não e isto porquê? Esta questão tem duas perspectivas. É o chamado pau de dois bicos.
Mas antes de expor esse “dois bicos”, é interessante reforçar a definição de orçamento participativo. Chama-se orçamento participativo quando uma instituição (uma câmara municipal ou uma junta de freguesia) reserva uma fatia do orçamento para aplicar em sugestões dos cidadãos.
Agora, a questão é a seguinte: o facto desta iniciativa estar a ganhar popularidade é símbolo de maior abertura por parte do poder político ou é uma exigência, hoje com espaço, despoletada pela incompetência política? Não é suposto um presidente de junta ou de câmara eleito, fazer o melhor para o seu “pequeno feudo”? Mas se existe a necessidade de um orçamento participativo isso significa que o interesse dos cidadãos não está a ser tido em conta. Mas então o que está? O interesse dos partidos ou de grandes empresas?
Este tipo de iniciativa é positivo, pois reduz o impacto negativo dos interesses instalados, mas também é um sinal de falta de seriedade das pessoas que têm nas mãos dinheiro de todos nós!
Pensa nisso e para a próxima vai votar!
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